• Osteoporose Brasil

Café em excesso pode causar diminuição da massa óssea e aumentar risco de fraturas



O café, mundialmente conhecido e consumido por muitos, precisa ser ingerido com cautela, principalmente quando degustado como bebida. A cafeína é rica em xantinas, fato que pode promover maior excreção renal de cálcio e reduzir a absorção intestinal do nutriente. Por isso, o café consumido em excesso está associado ao risco de osteoporose e fraturas. São recomendadas até três xícaras de café por dia para evitar o efeito negativo na massa óssea.


 ”Os mecanismos pelos quais isso acontece ainda são controversos, mas parece que a grande quantidade de cafeína leva a uma maior reabsorção óssea e, consequentemente, a redução da massa óssea e aumento do risco de fraturas”, explica Beatriz Leite, nutricionista do ambulatório de Nutrição e Reumatologia da UNIFESP, mestre em Ciências da Saúde aplicada à Reumatologia (UNIFESP) e integrante da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO).


Outras substâncias como os fitatos e a trigonelina também estão presentes no café e podem atrapalhar a absorção do cálcio, um dos principais nutrientes para uma boa saúde óssea. Em contrapartida o consumo baixo a moderado da cafeína pode auxiliar na prevenção de doenças crônicas como a diabetes mellitus, parkinson e cirrose hepática.


Estudos científicos mais recentes demonstram a importância de uma dieta adequada na prevenção da osteoporose. Sendo assim, o ideal é evitar exageros e manter uma alimentação balanceada: pobre em açúcar, gordura saturada e rica em frutas e verduras, com o consumo adequado de leite e derivados e de outras fontes vegetais ricas em cálcio (couve, brócolis, chicória, salsa, gergelim, chia, amêndoa).


Contudo, deve-se ter cuidado também com as outras bebidas ricas em cafeína (refrigerante a base de cola, chá verde e preto). “O consumo moderado do cafezinho (menor que 600 mL/dia) está liberado. Mas, para evitar a má-absorção dos nutrientes, consuma-os longe das refeições principais (almoço e jantar) e de alimentos ricos em cálcio”, finaliza a integrante da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO).


Fonte: ABRASSO

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