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O que é Osteoporose?

A osteoporose é conhecida pelo grande público, em especial por causa de um dos seus principais sintomas: as fraturas ósseas. Mas, você sabe o que exatamente acontece no organismo para o seu surgimento? Explicamos aqui.

Algumas pessoas herdam uma tendência genética e podem perder massa óssea mais depressa. Mas dentre os fatores de risco que podem acelerar este processo estão:

  • Tabagismo

  • Consumo abusivo de álcool

  • Histórico Familiar

  • Dietas pobres em cálcio (mineral essencial para a formação óssea, que pode ser obtido em alimentos como leite, iogurte integral, sardinha, castanha do Pará, feijão e brócolis)

  • Deficiência de vitamina D (que pode ser absorvida durante banhos de Sol antes das 10h e após às 16h e também por meio da alimentação)

  • Deficiência de estrogênio, em especial nas mulheres durante a menopausa ¹

  • Sedentarismo ou atividade física limitada

  • Doenças (como a talassemia, o mieloma múltiplo, hipertireoidismo, doenças reumáticas e doenças renais)

  • Ocorrência de uma fratura anterior ¹

  • Uso de alguns tipos de medicamentos (corticoides, metotrexato, ciclosporina, hormônios tireoidianos, heparina)

O remodelamento ósseo é um processo contínuo de retirada de osso para o sangue e formação de osso novo, ocupando cerca de 20% a 30% do esqueleto. Com isso, o tecido ósseo substitui células velhas por novas.

Até aproximadamente os 30 anos de idade, a quantidade de osso reabsorvido e reposto é igual. A partir daí, inicia-se uma lenta alteração, que vai provocar, ao final de cada ativação das unidades de remodelamento, discreta perda de massa óssea.

Em nosso esqueleto há um constante equilíbrio entre a formação do tecido ósseo e a sua reabsorção. E quando ocorre um desequilíbrio metabólico, ou seja, a destruição do tecido ósseo, chega-se ao diagnóstico da doença. Com o resultado do desequilíbrio entre a entrada e a saída de cálcio e fósforo do osso, sinais como dor óssea e fraturas começam a surgir.

Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) informam que mais de 10 milhões de brasileiros são diagnosticados com a doença anualmente, e cerca de 75% só descobrem estar com este problema nos ossos após a primeira fratura.

A osteoporose atinge, na maior parte dos casos, mulheres acima dos 50 anos – para se ter uma noção, 1 em cada 3 mulheres* nessa faixa etária sofrerá uma fratura óssea associada a osteoporose. O metabolismo do osso nas mulheres é muito regulado pelos hormônios produzidos nos ovários e quando deixam de ser fabricados em ocasião da menopausa, ocorre uma perda acelerada de tecido ósseo, favorecendo o aparecimento da doença.

Já nos homens, a perda óssea está associada à andropausa (diminuição de hormônios sexuais masculinos), que também ocorre a partir dos 50 anos de idade – 1 em cada 5 homens* acima desta faixa etária apresentará fratura associada a osteoporose. 

Um dado curioso é que, embora a doença seja mais comum em mulheres, as chances de morte após uma fratura no quadril são duas vezes maiores para os homens.   

Crianças e adolescentes podem desenvolver osteoporose?

A resposta é SIM. Embora seja muito raro, a doença pode acontecer na infância também.

Ela pode se manifestar de duas maneiras:

Primária – Não há uma causa evidente para a perda de densidade óssea. A osteogênese imperfeita se manifesta precocemente e, devido às fraturas, a criança apresenta perda importante na estatura. Já a osteoporose juvenil idiopática costuma surgir na pré-adolescência ou adolescência e a perda de massa óssea pode levar até seis anos, até o aparecimento das primeiras fraturas.

Secundária – É decorrente de doenças gastrointestinais, reumáticas, renais, endócrinas, alergia ao leite de vaca, intolerância à lactose, uso de alguns de medicamentos e também imobilização por longo tempo.

Nesta faixa etária, a doença é silenciosa e não apresenta sintomas no início. Quando as fraturas acontecem, infelizmente podem ser confundidas com outras doenças.

Mas se na família há pessoas com a doença, e as fraturas estão acontecendo de maneira repetitiva, é fundamental que o exame de densitometria óssea seja feito. Somente com ele será possível diagnosticar a osteoporose.

As opções de tratamento são as mesmas do adulto e o médico especialista é quem indicará a opção adequada. Mas lembre-se! É fundamental estimular a alimentação rica em cálcio e vitamina D, a prática de atividade física e a exposição à luz solar desde os primeiros anos de vida.

https://www.iofbonehealth.org/what-is-osteoporosis 

¹ International Osteoporosis Foundation. Disponível em: http://www.iofbonehealth.org/whos-risk . Acessado em: 22 de novembro de 2018 http://www.iofbonehealth.org/whos-risk